Mostrando postagens com marcador caverna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caverna. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de dezembro de 2015

Pronta pra sair, sem ter aonde ir - Post triste!! Não leia se você for uma pessoa sensível!!

Essa frase resumiu meu ano.
O que eu mais fiz (além de me maquiar e retocar raiz do cabelo), foi arrumar minhas coisas.
Isso foi útil pra eu aprender a me desapegar daquelas coisas que a gente guarda pra nada. E são muitas coisas.
Quem nunca teve a experiência de sair de casa (ou de ser expulso), não deve entender muito bem e eu espero que não precisem entender.
A minha mãe nunca disse que me expulsaria de casa. Mas os vizinhos ouvem constantemente ela gritando. Ela anda pela casa aos berros, jogando na minha cara todos os meus defeitos. Grita literalmente no meu ouvido. Uma vez que coloquei fones, ela os puxou, arrebentou e me deu um soco. E se eu falo alguma coisa, a briga sobe a um nível infernal e se torna infinita (foi o que aconteceu da última vez, falei um "ai"e estamos nessa até hoje). E o que ela sempre diz ao final de um discurso, é que é melhor que eu procure logo o meu rumo, arrume uma caverna pra eu me entocar e nunca mais apareça na frente dela, pois ela já está enojada de ter que sustentar uma filha inútil e problemática.
Inútil porque ela ignorou completamente a crise financeira do Brasil, que fez com que milhões de cidadãos ficassem sem emprego e acha que eu não quero trabalhar. E também ignorou o fato de que eu NUNCA quis entrar pra faculdade, porque eu ainda estava me recuperando do trauma da escola e acha que quero sair da faculdade pra dar despesas pra família.

Problemática é a parte triste. Eu sofro de uma doença chamada transtorno afetivo bipolar (TAB) e isso faz de mim, uma maníaca-depressiva. Pessoas maníaco-depressivas precisam ser tratadas, não podem ficar boiando no rio pra corrente levar. Essa doença é como um tumor, não dá pra pessoa tirar ela própria. Só que é incurável, ao contrário do tumor. Maaas, minha mãe acha que eu sou derrotista, acha que sou eu que escolho ter pensamentos de sofrimento, ela vê a doença como uma comida estragada que a pessoa come porque quer e tem que deixar sair. Se fosse simples eu não seria doente.

Então é isso. Me desfiz de livros, cd's (pelo menos a maioria), roupas e outras coisinhas aleatórias desnecessárias que tinha no meu quarto. Abrindo meu guarda-roupas, se vê muitos espaços vazios.
Por que isso? Porque quando ela der o veredicto final, tudo que terei de fazer é pegar uma mala que tenho separada (pras viagens que nunca fiz quando trabalhava) e jogar as minhas coisas dentro dela.
Estarei pronta pra ir pra lugar nenhum.

Meu gatinho, Yuri, que vou ter que deixar.